Projeto aprovado, mas com questionamentos graves sobre execução
A Câmara Municipal de Sumaré aprovou na próxima terça (18) o Projeto de Lei nº 345/2025, que cria o Programa de Vacinação Domiciliar para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta, de autoria do vereador Tavares (PL), pretende defender imunização segura e acolhedora para autistas que enfrentam dificuldades sensoriais e comportamentais nos ambientes de saúde.
Apesar de a iniciativa ser bem-vinda para muitos familiares, uma grande polêmica se formou imediatamente depois de a votação.
População questiona a realidade: “Se falta remédio, como vai ter vacina circulando pela cidade?”
Logo depois de a aprovação, surgiram críticas contundentes de moradores, principalmente mães de crianças com TEA. A principal pergunta ecoa em redes sociais e nos grupos de WhatsApp da cidade:
“A Prefeitura não consegue manter os medicamentos básicos nas UBSs. Como vai garantir controle de estoque, transporte refrigerado e qualidade de vacinas circulando pelas ruas?”
A crítica se agrava através da realidade enfrentada no município:
Faltam remédios essenciais
Sumaré enfrenta incessantes desabastecimentos de remédios de uso contínuo — situação que já foi denunciada numerosas vezes pelos próprios pacientes.
Entre os exemplos citados por familiares de autistas e pessoas com doenças crônicas:
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Neuleptil 4%, usado no controle comportamental;
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Insulinas, importantes para diabéticos;
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Antibióticos e remédios de rotina, que frequentemente não são detectados nas unidades.
Vacinas exigem rigor absoluto — e isso preocupa
Especialistas lembram: vacina não é remédio comum.
Elas exigem:
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Cadeia de frio estável (temperatura correta do até o destino final)
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Equipamentos adequados de transporte
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Controle físico e rastreável
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Equipes treinadas para impedir perda de eficácia
Moradores perguntam se a Secretaria de Saúde — que já falha no básico — terá estrutura para defender qualidade e segurança de imunizantes circulando todos os dias pelas ruas.
Mães que sofrem com a falta de remédios para os seus filhos, perguntam que, os gastos que esse projeto conseguirá gerar precisaria ser revertidos para compra dos remédios.
“Seria muito mais válido usarem o dinheiro para comprar remédios, do que pagar equipes nas ruas com vacinas”. – falou uma mãe atípica, indignada.
Outra crítica forte recai sobre a falta de fiscalização efetiva por parte dos vereadores.
Mães de autistas pedem menos discursos e mais ação:
“Queremos remédio na prateleira. Queremos fiscalização séria. Não adianta votar projetos que nunca saem do papel.”
Marketing legislativo x Realidade das famílias
Moradores afirmam que Sumaré vive um excesso de leis que não viram políticas públicas verdadeiras.
Enquanto isso, famílias de autistas seguem enfrentando:
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Falta de remédios;
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Demora em avaliações;
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Filas para terapias;
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Dificuldade em conseguir laudos;
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Atendimento irregular em UBSs não preparadas para TEA.
O novo programa, embora importante, desperta uma pergunta inevitável:
Como defender vacinação domiciliar que tem especialização se o município não consegue defender o básico do básico?
A proposta do vereador Tavares tem boa intenção, reconhece necessidades reais e aponta para avanços na inclusão.
No entanto, especialistas e familiares afirmam que implementação sem estrutura é exclusivamente texto no papel.
Inclusão exige responsabilidade, não só aprovação de projetos
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Fontes:
Câmara Municipal de Sumaré; Secretaria Municipal de Saúde; Relatos de familiares de crianças com TEA; Dados públicos de desabastecimento de remédios em Sumaré.
🚨 Vacinação domiciliar para autistas é aprovada em Sumaré — população questiona: como fazer se faltam até remédios básicos? .
Com informações de Auge1
