Domingo agora (7), cidades da Área Metropolitana de Campinas, como Campinas, Sumaré, Nova Odessa, Americana e outras, promoveram seus tradicionais desfiles cívicos em celebração ao Dia da Independência do Brasil. Apesar da planejamento impecável e das belas apresentações escolares, culturais e sociais, um aspecto tem se repetido ano depois de ano: a baixa adesão espontânea dos cidadãos.
Quem forma o público?
A análise de imagens das redes sociais e dos sites oficiais das cidades mostra um padrão em comum. O público presente é majoritariamente composto por:
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Empregados públicos municipais, muitos deles “convocados” por secretarias para desfilar ou compor a plateia;
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Familiares, que se deslocam para prestigiar seus parentes nas apresentações;
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Autoridades locais e Servidores, incluindo prefeitos, vices, secretários e vereadores, geralmente seguidos unicamente de assessores para registrar imagens para as redes sociais.
Ou seja, os desfiles acabam sendo assistidos quase que exclusivamente por aqueles que já estão diretamente envolvidos na programação.
Palanque de autoridades: protocolo ou patriotismo?
Nos palanques montados nas principais cidades da área, o cenário também se repete. Prefeitos e vices aparecem com suas famílias, mas vereadores e secretários geralmente estão sozinhos, seguidos de assessores que se limitam a produzir fotos e vídeos para publicação em redes sociais.
Essa postura evidencia que, para muitos parlamentares, a presença nos desfiles é mais um protocolo político do que uma apresentação genuína de civismo.
O custo público e a ausência de cultura cívica
É fato que os desfiles de 7 de setembro demandam gastos públicos significativos, envolvendo estrutura, segurança, transporte, ensaios escolares e mobilização de servidores. No entanto, o problema não fica no investimento em si, já que os eventos são, em sua maioria, espetaculares em termos de planejamento e diversidade de apresentações.
O grande ponto de alerta é a falta de cultura popular de participação espontânea. Os cidadãos em geral não comparece se não tiver algum parente desfilando ou se não for obrigada por vínculos profissionais.
O desafio das cidades da área
Para além da crítica, existe um desafio que necessita ser confrontado: como transformar o 7 de setembro em uma data de adesão popular e não unicamente institucional?.
Isso exige repensar a comunicação, envolver mais fortemente entidades civis, ampliar a difusão nas comunidades e, principalmente, resgatar o sentimento de pertencimento cívico.
Um alerta que necessita ser ouvido
Os desfiles de Sumaré, Americana, Nova Odessa e demais municípios exibiram qualidade, beleza e diversidade. Contudo, também escancararam uma realidade preocupante: sem servidores e familiares, quase não existe público.
Se o 7 de setembro continuar sendo visto unicamente como um acontecimento burocrático, corre o risco de perder sua relevância social, mesmo com toda a pompa e investimento.
A mensagem é clara: não é o poder público que fica falhando, mas sim a cultura popular que necessita ser reconstruída.
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Fontes: publicações oficiais das Prefeituras de Sumaré, Americana, Nova Odessa; postagens em redes sociais de autoridades locais.
🚩 7 de Setembro: Desfiles MARAVILHOSOS na área, mas público continua restrito a familiares e servidores .
Com informações de Auge1
