Os parlamentares de Sumaré discutem a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar possíveis irregularidades na Secretaria Municipal de Educação, depois de dois secretários — o atual e o anterior — aparecerem em investigações da Polícia Federal. A opinião foi feita através do presidente da Câmara, Hélio Silva (Cidadania), durante a sessão de terça-feira (25), com foco em supostas fraudes em licitações e na compra de materiais de robótica fornecidos através da empresa Life Educacional Ltda., de Piracicaba.
Operações da PF colocam gestores sob investigação
A movimentação foi motivada por ações recentes da Polícia Federal. No dia 06 de novembro, agentes cumpriram mandado de busca e apreensão em Sumaré na 8ª fase da Operação Overclean, que investiga planejamento criminosa suspeita de fraudes, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. O então secretário de Educação, Danilo de Azevedo Costa, é investigado e pediu afastamento do cargo.
Seis dias depois, em 12 de novembro, o município voltou a ser alvo da PF na Operação Coffee Break, que apura supostos desvios envolvendo compras de materiais didáticos e kits de robótica em vários municípios paulistas entre 2021 e 2024. O plano teria abastecido redes municipais de Educação de cidades como Hortolândia, Morungaba e Limeira.
Presidente da Câmara cita “alerta institucional”
Hélio Silva afirmou que a Câmara precisa agir diante do cenário. Segundo ele, a atuação da Polícia Federal indica a gravidade das suspeitas. O vereador destacou que a Educação é uma das secretarias que mais movimenta recursos públicos e que o histórico recente da pasta acende um alerta.
Ele lembrou que o gestor afastado é alvo de investigação federal e que o atual secretário responde a processo de improbidade em Tocantins. Para Hélio, é dever do Legislativo acompanhar os fatos, fiscalizar contratos e proteger os interesses públicos.
Ex-secretário se mantém foragido
Durante a Operação Coffee Break, além de mandados de busca e apreensão, havia um mandado de prisão preventiva contra o ex-secretário de Educação da gestão passada, José Aparecido Ribeiro Marin. Até as 16h de quarta-feira (26), o documento seguia pendente de cumprimento no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, evidenciando que ele continua foragido.
Outros servidores de Sumaré também aparecem em informações vinculadas às investigações, mas a PF ainda não detalhou o papel de cada envolvido.
Hortolândia já abriu CEI; dois continuam apreendidos
A Câmara Municipal de Hortolândia já instalou uma CEI para investigar possíveis desvios relacionados ao mesmo plano. No município, o vice-prefeito Cafu Cesar (PSB) e o ex-secretário de Educação, Fernando Gomes de Moraes, permanecem apreendidos preventivamente por determinação da Justiça Federal.
Presidente da Câmara de Sumaré sugere CEI para apurar desvios na Educação Municipal
Com informações de Tododia

