Depois de os recentes alagamentos de ruas, residências e estabelecimentos provocados através do transbordamento do Ribeirão Quilombo, a Prefeitura de Sumaré produziu e nomeou os integrantes da Comissão Gestora do Fumdec (Fundo Municipal da Defesa Civil).
A criação da comissão responsável através da gestão dos recursos estava prevista em decreto municipal postado no mês de dezembro de 2025. O Fumdec foi previsto em 2012, mas criado apenas no ano passado.
Fundo terá gestão própria
Vinculado à Diretoria Municipal da Defesa Civil, atualmente integrada ao Gabinete do Prefeito, o Fumdec busca amplificar a estrutura de proteção e defesa civil da cidade. O fundo é composto por recursos do Orçamento Municipal, repasses dos governos Federal e Estadual e doações, e financia ações de prevenção, preparação, diminuição, resposta e recuperação relacionadas a desastres no âmbito da Defesa Civil de Sumaré.
De acordo com a Prefeitura, a criação da Comissão Gestora “estabelece uma estrutura específica para a administração do Fundo, contribuindo para a organização dos procedimentos relacionados aos recursos destinados às ações de Defesa Civil no município”. A medida também integra o processo de fortalecimento da atuação da cidade na prevenção, preparação, resposta e recuperação diante de situações de emergência e desastres, que exigem planejamento e coordenação do poder público.
A Comissão Gestora do Fumdec será composta pelos integrantes nomeados no ato oficial de criação, assinado através do prefeito Henrique do Paraíso (Republicanos). Os serviços prestados pelos membros serão gratuitos e considerados relevantes para o município.
Reunião tratou dos impactos
Henrique se agrupou no último dia 16 com representantes da Defesa Civil do Estado de São Paulo para colocar em discussão as demandas provocadas pelos alagamentos e enchentes registrados em Sumaré. O encontro ocorreu na sede da Defesa Civil estadual, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Na reunião, foram discutidas ações de acolhimento e assistência às famílias atingidas pelos temporais entre os dias 11 e 13 de setembro. Na ocasião, em torno de 100 famílias de bairros cortados através do Quilombo tiveram as casas alagadas, muitas delas perdendo todos os bens.
No episódio mais recente, as cheias atingiram as regiões mais baixas da Vila Diva, da ocupação Três Pontes e dos jardins Primavera, São Domingos, Manchester, Dulce, Picerno e Jatobá, além da Rua Crenac, no Jardim Basilicata.
Prioridade é atender famílias
De acordo com a Prefeitura, a prioridade durante os alagamentos é oferecer suporte imediato às pessoas que ficaram desabrigadas, com atenção às necessidades dos moradores afetados antes do avanço para as outras etapas de resposta ao acontecimento climático. “Neste momento, nossa prioridade é cuidar das pessoas. Precisamos garantir que cada família atingida tenha o acolhimento e o suporte necessários para atravessar esse período. Ao mesmo tempo, estamos buscando junto ao Governo do Estado os caminhos para recuperar as estruturas que foram danificadas pelas chuvas e restabelecer a normalidade em Sumaré”, afirmou o prefeito.
Além da assistência às famílias das regiões de risco, a reunião em São Paulo tratou dos danos provocados pelas chuvas na infraestrutura de Sumaré. Entre os pontos afetados estão pontes e estradas vicinais que precisaram ser interditadas ou tiveram as estruturas comprometidas.
Sumaré cria comissão para administrar Fundo Municipal da Defesa Civil
Com informações de Tododia

