O candidato à prefeitura de Sumaré, Henrique Paraiso, e seu vice, André da Farmácia, causaram polêmica nas redes sociais ao criticarem a implantação da Zona Azul no município. Em um vídeo divulgado recentemente, ambos expressaram descontentamento com o sistema de estacionamento rotativo, apontando-o como prejudicial para a população.
No entanto, um detalhe significativo chamou a atenção dos críticos de Paraiso: ele próprio assinou o documento que deu início ao processo de licitação para a concessão da Zona Azul em Sumaré. O Edital de Concorrência Pública nº 002/2019, que trata da licitação nº 096/2019, tem uma única assinatura, que é justamente de Henrique Stein Sciascio, nome de registro de Henrique Paraiso, e foi publicado durante sua gestão.
De acordo com o edital, o objetivo da licitação era selecionar a proposta mais vantajosa para a contratação de concessão onerosa para a exploração do serviço de estacionamento rotativo em vias e logradouros públicos de Sumaré. A licitação seguiu todas as normas legais pertinentes, incluindo a Lei Federal nº 8.987/1995, a Lei de Concessões, e outras legislações municipais e federais aplicáveis.
A contradição entre o discurso atual de Henrique Paraiso e sua atuação anterior levanta questionamentos sobre sua coerência política. Seus opositores apontam que, ao criticar um sistema que ele próprio ajudou a implementar, o candidato demonstra uma postura contraditória, o que pode influenciar a opinião pública na corrida eleitoral.
Com a proximidade das eleições, o episódio ganhou destaque e promete ser um dos temas centrais nos debates entre os candidatos. A população de Sumaré, atenta aos movimentos dos políticos, aguarda esclarecimentos sobre a real posição de Paraiso em relação à Zona Azul e às demais políticas públicas que afetam diretamente o dia a dia dos cidadãos.
Conclusão
A questão da Zona Azul em Sumaré, assim como a postura dos candidatos em relação a temas sensíveis, pode ser determinante para o resultado das eleições municipais. Enquanto Henrique Paraiso busca reconquistar a confiança dos eleitores, a memória de suas atividades anteriores permanecem sob escrutínio, podendo influenciar decisivamente o cenário político local.

