Salvador (BA) — O ex-ministro José Dirceu (PT-SP) defendeu, quinta-feira agora (5/2), que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seja candidato ao governo ou ao Senado por São Paulo e que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) continue no posto na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a reeleição.
“Eu defendo há muito tempo que ele [Haddad] seja o nosso candidato, já que o Geraldo Alckmin, no meu entendimento, deve continuar como vice-presidente. Porque isso foi um pacto político, isso foi uma espécie de um contrato que nós assinamos com a sociedade brasileira, que a aliança entre o Lula e o Alckmin, criaria as condições para nós vencermos a eleição”, declarou Dirceu a jornalistas durante acontecimento de 46º aniversário do Partido dos Trabalhadores, em Salvador (BA).
“Uma chapa forte seria a Alckmin e a Haddad. Mas o Alckmin não podendo, acho que a presença do Haddad é mais do que necessária”, reforçou o ex-ministro José Dirceu. Leia também Dirceu também afirmou que acredita que “pode contribuir” com a experiência política ao se candidatar a deputado federal por São Paulo nas eleições deste ano. Ele pretende voltar à política.
“Há um apelo do presidente Lula para que eu passe à direção do PT e à Câmara. Eu acredito que eu posso contribuir com a minha experiência, que já fui deputado estadual, governador, ministro, presidi o PT, vim da luta lá atrás, na década de 60. E posso contribuir com São Paulo, sendo deputado por São Paulo, e também com o governo do presidente Lula, trabalhando pela reeleição dele”, explicou José Dirceu.
Pressão em Haddad Como exibiu o Metrópoles, integrantes da sigla vão utilizar o acontecimento na capital baiana para fazer um forte apelo para que Haddad aceite disputar as eleições de 2026, seja ao governo de São Paulo ou ao Senado através do estado. A presença do chefe do time econômica fica prevista para a manhã desta sexta-feira (6/2), quando participará de uma reunião com o diretório nacional para debater sobre a conjuntura política do país.
O ministro é visto como a principal aposta do PT para a disputa em São Paulo, mas tem resistido às investidas do presidente e de apoiadores. O ministro pretende se afastar da vida pública para se dedicar a projetos pessoais e também à coordenação da campanha de Lula. Ele afirma, ainda assim, que ainda não existe decisão tomada sobre seu futuro político.
Lula busca um nome competitivo em São Paulo para confrontar o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve tentar a reeleição. O titular do Planalto, que também se prepara para disputar novo mandato, pretende um palanque robusto no maior colégio eleitoral do país, com mais de 30 milhões de eleitores. O estado, além do mais, foi decisivo para a vitória do petista sobre Jair Bolsonaro (PL) em 2022, e o presidente não pretende perder tração em terras paulistas.
Com informações Metropoles

