Luto no município. Legado e feridas de uma trajetória marcada por coragem e dor.
Aos 54 anos, faleceu na próximo domingo (10) a ex-vereadora Eva de Fátima Italo, conhecida como Eva de Oliveira, deixando um legado inestimável de trabalho social, defesa da cultura e dedicação aos mais vulneráveis de Sumaré. Eleita em 2008 através do Partido dos Trabalhadores (PT), Eva exerceu seu mandato entre 2009 e 2012, sendo eleita com mais de 2 mil votos.
Durante sua atuação política, destacou-se através da coragem em confrontar desigualdades e através da proximidade com as comunidades periféricas. Entretanto, por trás da imagem pública combativa, amigos e pessoas próximas revelam que Eva também carregava marcas profundas de misoginia política e de um ambiente hostil que, segundo relatos, contribuíram para problemas emocionais e de saúde.
Uma vida dedicada ao social e à cultura
Eva foi muito mais que uma representante eleita. Promovia atividades culturais, apoiava jovens talentos e lutava por melhorias em bairros negligenciados. Seu trabalho ultrapassava a Câmara Municipal, alcançando famílias que, muitas vezes, só encontravam nela voz e apoio.
O presidente da Câmara, Hélio Silva (Cidadania), lamentou a perda:
“Eva foi uma mulher valente, que dedicou sua vida ao trabalho social e se tornou referência cultural em nossa cidade. Sua atuação deixou marcas que vão muito além da política.” – destacou uma apoiadora
O peso invisível: misoginia e traumas
Embora homenagens estejam sendo publicadas por autoridades locais, em redes sociais surgiram críticas duras, apontando hipocrisia em algumas manifestações. Moradores e militantes relembram que Eva foi alvo de perseguições políticas, isolamento e ataques machistas que ainda marcam o cenário político de Sumaré.
Conforme amigos próximos, a ex-vereadora carregava traumas e medos que impactaram sua saúde emocional e física. “Eva foi ferida por uma política que não aceita mulheres fortes e independentes”, escreveu uma ex-assessora em seu perfil.
Repercussão em redes sociais
Muitissimas postagens expressaram pesar, mas parte do povo questiona a sinceridade de políticos que, segundo comentários e postagens, pouco ou nada fizeram para apoiá-la nos momentos mais difíceis. Essas postagens que circularam nas redes, reacende o debate sobre a necessidade de ambientes políticos mais saudáveis e igualitários.
Despedida
Eva foi velada e sepultada no Cemitério da Saudade de Sumaré, em uma cerimônia marcada por emoção, aplausos e manifestações culturais que lembraram sua paixão através da arte e através da comunidade.
Mais do que uma ex-vereadora, Eva de Oliveira foi símbolo de resistência e inspiração. Sua partida deixa um vazio, mas também um alerta: o enfrentamento à misoginia e à violência política de gênero é urgente.
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Fonte: Redação Portal Auge1 — com informações da Câmara Municipal de Sumaré, redes sociais e entrevistas com amigos e chefias locais.
Morre ex-vereadora Eva de Oliveira: referência cultural, social e também de misoginia política em Sumaré .
Com informações de Auge1
