A Prefeitura Municipal de Sumaré realizou na segunda-feira (09) a inauguração oficial da primeira escola cívico-militar municipal do Estado de São Paulo. O acontecimento ocorreu na EM (Escola Municipal) Magdalena Maria Vedovato Callegari, no Jardim Recanto dos Sonhos, na Área do Maria Antonia, que já vinha funcionando no novo modelo desde o começo do ano letivo.
Trata-se de um novo modelo educacional na Rede Municipal de Ensino. A unidade é, inclusive, uma das quatro escolas de momento integral da cidade – outra exigência do modelo cívico-militar. As outras escolas cívico-militares em funcionamento no Estado pertencem à Rede Estadual paulista.
A adoção do novo modelo de ensino através da EM Eliana Minchin Vaughan, no Jardim Nova Terra, na Área do Matão, continua prevista para o segundo semestre. Ambas as comunidades escolares foram consultadas no decurso de 2025 e aprovaram a mudança de modelo por mais de 70% dos votos.
Unidade atende a 195 alunos
O evento na unidade do Recanto dos Sonhos agrupou autoridades municipais, vereadores e integrantes da população escolar – incluindo gestores, pais, professores e os 195 alunos atendidos nas turmas do 1º ao 5º ano, na faixa etária de 6 a 10 anos.
No espaço dos últimos meses, a escola passou por adaptações estruturais e organizacionais para receber o novo modelo. Paralelamente, monitores da GCM (Guarda Civil Municipal) realizaram encontros de alinhamento com a equipe escolar e atividades de preparação com os estudantes, com foco na adaptação à nova rotina e aos princípios que orientam o projeto.
Prefeito destaca separação de tarefas
Durante a solenidade, o prefeito Henrique do Paraíso (Republicanos) destacou o significado da iniciativa para a Rede Municipal de Ensino.
“Sumaré se tornando um case para todos os outros municípios, do Estado inteiro. Esse modelo de escola cívico-militar municipal é inovador, é o primeiro do estado, e hoje nós iniciamos essa atividade. Hoje temos o início já com toda a equipe pronta, preparada, todas as criações uniformizadas. Hoje foi a inauguração, e daqui para a frente, já em funcionamento”, apontou.
Segundo Henrique, a adoção gradual do modelo na Rede Municipal deve “gerar bons frutos” para o futuro da cidade.
“Isso vai gerar bons frutos, que a gente possa estender a mais escolas. E sempre lembrando: a escola cívico-militar municipal não é obrigatória, é mais uma oportunidade, é mais uma escolha dos papais e das mamães, e é um modelo em que a parte da Pedagogia vai caminhar junto com o civismo e a disciplina. Mas uma coisa não interfere na outra, todo o pedagógico continua sob a responsabilidade da Educação, e a parte do civismo, da disciplina, é um trabalho paralelo com a nossa Segurança Pública”, completou o prefeito.
Pais e alunos aprovam novo conceito
Pais e alunos também aprovam o novo modelo de ensino. “É muito bom, gostei muito”, confirmou o estudante Enzo.
“A Escola Magdalena já é uma escola exemplar da nossa região. Com o projeto cívico-militar, ela vai agregar mais na educação, nos projetos. Então, mudanças teve bastante. As crianças estão excelentes, elas estão abraçando com a gente o projeto. A diretora trouxe bastante oportunidades para os pais participarem. Então, é uma escola que agregou bastante para nós, pais, e para todos os nossos filhos. Só tenho o que agradecer”, afirmou Maria Neusa Barros, mãe do estudante Enzo Araújo.
Ensino continua na mão de educadores
O secretário municipal de Educação, Lucas Gomes, ressaltou que o modelo cívico-militar age de forma complementar ao trabalho pedagógico já desenvolvido pelos profissionais da Rede Municipal sumareense. Segundo ele, mesmo no novo modelo, “o Ensino continua sendo conduzido pelos educadores da escola, enquanto o novo modelo contribui para reforçar aspectos como organização, disciplina e valores de cidadania no ambiente escolar, criando condições ainda mais favoráveis ao processo de ensino e aprendizagem”.
O secretário municipal de Segurança Pública, Jeverson Eclair Soares, também destacou a parceria entre as regiões de Educação e de Segurança Pública na implantação da proposta. Conforme ele, os monitores da Guarda Civil Municipal passam a atuar junto à equipe escolar.
“A ideia é contribuir para a organização do ambiente e para o fortalecimento de valores como respeito, responsabilidade e convivência, em um trabalho conjunto voltado à formação cidadã dos estudantes”, finalizou.
Sumaré lança de forma oficial a primeira escola cívico-militar municipal no Estado de São Paulo
Com informações de Tododia

