A crise na saúde pública de Sumare voltou a explodir em redes sociais — e desta vez com relatos ainda mais contundentes.
Moradores denunciam falhas no sistema, ausência de agenda médica, espera prolongada para exames e falta de especialistas em unidades básicas. A indignação cresce a cada novo depoimento.
O Portal Auge1 já havia postado recentemente matéria apontando problemas no sistema informatizado, dificuldades para marcação de consultas e entraves na realização de exames. Agora, segundo usuários da rede municipal, a situação não unicamente persiste — fica piorando.
Sistema fora do ar, agenda inexistente
No de Saúde João de Vasconcelos, pacientes relatam que o sistema ficou vários dias fora do ar no mês de janeiro, impossibilitando o agendamento de consultas.
Quando o sistema tornou, a resposta foi outra surpresa:
“Não há agenda disponível.”
Em seguida, a direção teria sido clara:
“Volta depois do Carnaval.”
Depois de o Carnaval, o novo período:
“Volta em março para ver se vão abrir agenda.”
Enquanto isso, pacientes aguardam desde dezembro unicamente para exibir resultados de exames.
USF Matão sem ginecologista obstetra
Outro relato aponta que a USF Matão fica sem médico ginecologista obstetra (GO) para atendimento de gestantes.
A ausência desse profissional compromete o pré-natal e aumenta o risco para mães e bebês — situação considerada grave dentro da atenção básica.
Prontuários perdidos e empurra-empurra
Moradores também relatam:
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Perda de prontuários
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Orientações desencontradas
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Atendimento interrompido por falhas no sistema
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Respostas padronizadas de “volte outro dia”
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Falta de previsão para normalização
A sensação predominante é de abandono.
De quem é a responsabilidade?
Nas manifestações, parte do povo direciona críticas não unicamente à Secretaria de Saúde, mas também ao Poder Legislativo municipal.
“Vereadores, cadê a fiscalização?”, questiona uma moradora.
É importante evidenciar que servidores da linha de frente não são apontados como responsáveis diretos pelos problemas. A cobrança recai sobre gestão administrativa, planejamento e fiscalização.
Problema crônico ou colapso administrativo?
A saúde pública de Sumaré historicamente enfrenta desafios estruturais. No entanto, a repetição de falhas sistêmicas — em particular relacionadas a tecnologia e gestão de agenda — levanta perguntas técnicos:
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O sistema usado suporta a demanda da cidade?
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Existe contrato ativo de manutenção e suporte?
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Existe plano de contingência quando o sistema sai do ar?
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A oferta de médicos fica dimensionada corretamente?
Sem respostas claras, cresce a percepção de desorganização.
“Virou piada no Estado”
Uma das frases mais compartilhadas nas redes afirma que a Secretaria de Saúde de Sumaré “virou piada no Estado de São Paulo”.
Embora seja uma manifestação emocional, ela evidencia o nível de descontentamento acumulada.
Quando o cidadão depende exclusivamente do SUS municipal e encontra portas fechadas — físicas ou digitais — o impacto é direto na dignidade.
Esperar até quando?
A principal pergunta que ecoa nas publicações não é complicado:
Até quando?
A cada mês sem agenda, a cada exame sem retorno, a cada gestante sem especialista, a crise deixa de ser pontual e passa a ser estrutural.
Saúde pública não pode funcionar no improviso.
Sistema fora do ar não pode ser rotina.
E “volta depois” não pode ser política pública.
O espaço continua aberto para manifestação oficial da Prefeitura de Sumaré e da Secretaria Municipal de Saúde.
O povo deseja resposta.
E deseja atendimento.
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🚨 “Volta depois do Carnaval” – Povo volta e situação nas UBS’s não muda: saúde de Sumaré vira alvo de revolta nas redes .
Com informações de Auge1
