BrasilCandidato afirmou ter ficado surpreso com as investigações e explicou que espera que os apoiadores provem a própria inocência16/10/2026 23:23
, atualizado 16/10/2026 23:25
Tv GloboO senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter ficado surpreso com as investigações e prisões de políticos apoiadores no Rio de Janeiro. Durante sabatina da TV Globo, na noite desta sexta-feira (16/10), ele defendeu o direito à ampla defesa, mas afirmou que eventuais envolvidos em irregularidades precisam ser responsabilizados.
Na pergunta, a jornalista Renata Lo Prete citou três nomes da política fluminense: o deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil) e o ex-governador Cláudio Castro (PL).
“[As prisões me] surpreenderam. Eu acho que as pessoas têm direito de se defender e provar a sua inocência, que é o que eu espero que todos eles façam. Mas não tem que passar a mão na cabeça de ninguém”, declarou Flávio.
O senador também defendeu punições para pessoas com envolvimento comprovado com organizações criminosas. “Quem comprovadamente tem envolvimento com coisa errada, com PCC, com Comando Vermelho, tem que pagar dentro da lei”, explicou.
do
Canella, apreendido nesta quinta-feira (15/10), foi mencionado por suspeitas de atuar como “patrono político” e “articulador” de um grupo investigado por movimentar R$ 7,6 bilhões em um plano de lavagem de dinheiro nos últimos seis anos. A investigação também apura possíveis ligações com a milícia e suspeitas de lavagem de dinheiro através de postos de combustíveis.
Bacellar, por sua vez, foi citado por estar apreendido no âmbito de investigações sobre o vazamento de informações sigilosas e a obstrução de apurações relacionadas ao Comando Vermelho (CV). Ele também é suspeito de comandar o braço político da facção.
Já Castro foi lembrado por sua inelegibilidade e por ser alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre aplicações de aproxamadamente R$ 970 milhões do RioPrevidência, fundo previdenciário dos servidores estaduais, em letras financeiras emitidas através do Banco Master. A PF também apura outros investimentos do fundo na instituição financeira.
Com informações de Metropoles

